Combustíveis devem puxar alta na inflação de março, diz LCA

13/03/2019
Fonte: Valor Econômico
Hugo Passareli
SÃO PAULO  -  Apesar de ter vindo acima do esperado em fevereiro, a composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sinaliza efeitos pontuais de itens voláteis, como alguns alimentos, sem exercer pressão adicional sobre o resultado do ano, avalia Fábio Romão, economista da LCA Consultores, em relatório. Ele destaca que tal cenário é chancelado sobretudo pelos reajustes dos serviços, ainda contidos.
Por esses motivos, a estimativa da LCA para o IPCA fechado do ano segue em 3,9%, ligeiramente acima do registrado no ano passado (3,75%) e pouco abaixo do centro da meta, de 4,25%. Outra medida que confirma este cenário é a média de sete núcleos de inflação, que ficou em 0,21% em fevereiro, de 0,36% em janeiro e 0,25% um ano atrás.
Em março, o IPCA deve voltar a acelerar, para 0,53%, refletindo alta dos combustíveis, que caíram na leitura de fevereiro, diz Romão. "Após quatro meses em queda, projetamos altas de gasolina e de etanol em março, na esteira das consecutivas altas recentes anunciadas pela Petrobras. Quanto ao diesel, projetamos que ele intensifique a alta já observada em fevereiro."
Devem acelerar a alta ainda os itens vestuário e despesas pessoais, também em caráter sazonal. Em despesas pessoais, o reajuste real do salário mínimo de empregado doméstico será o principal impacto, ainda que defasado por conta da metodologia.
Neste mês, os alimentos devem seguir pressionados, refletindo fortes aumentos de alguns in natura, como batata-inglesa e tomate, como já observado em fevereiro. Romão ainda acrescenta que é possível esperar altas também em aves e ovos, leites e derivados, panificados e bebidas. 

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