Silveira cobra Petrobras sobre redução do preço dos combustíveis

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou nesta sexta-feira (7) que a Petrobras precisa analisar a redução dos preços dos combustíveis no Brasil, tendo em vista a queda da cotação do petróleo no mercado internacional e o preço do dólar a R$ 5,75.

“Com a queda do Brent e com o dólar a R$ 5,75, nós estamos muito atentos para defendermos naturalmente, sem nenhuma intervenção. A Petrobras tem a sua governança e o seu direito de discricionário, mas entendo que já está na hora. Essa é a primeira vez que eu falo aqui. Já está na hora da Petrobras analisar a possibilidade de redução de preço”, declarou o ministro de Lula ao Estadão.

Silveira ainda ressaltou que o governo não apresentará nenhuma medida intervencionista na estatal. E ele ainda defendeu que sejam encontradas soluções de mercado, “sem malabarismo” que geraria “atropelos” mais à frente.

Segundo o ministro, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) tem que reforçar a fiscalização para evitar abusos na cadeia de combustíveis. “A ANP pode ser mais eficiente e se modernizar mais. Hoje tem equipamentos, por exemplo, para garantir a mistura de biodiesel e diesel. Então a ANP tem que se reinventar no papel dela de órgão fiscalizador do setor de combustíveis”, avaliou.

Alta dos alimentos
Ao ser questionado sobre o impacto do preço dos combustíveis na inflação dos alimentos, o ministro negou qualquer impacto e disse que “o preço na bomba hoje é menor que em dezembro de 2022”.

“Não é o combustível, são outros fatores que estão impactando o preço de alimento. Mas acho que há uma tendência agora de queda do preço dos combustíveis e natural queda do preço dos alimentos, em especial com essas medidas que o presidente Lula está anunciando”, completou.

Nesta quinta (7), o governo decidiu zerar a alíquota de importação de vários produtos que vêm de fora para baratear o preço final dos alimentos, como carne, café, açúcar e milho.

Além da redução dos impostos de importação, o governo federal também prevê um estímulo à produção de alimentos da cesta básica no Plano Safra e o fortalecimento de estoques reguladores. Ainda foi anunciada uma parceria com o setor privado para incentivar a publicidade dos melhores preços, “estimulando a disputa para ajudar o consumidor”.

 

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